Meditações Metapsicológicas e Intrasubjetivas


DExistência

Um erro
Um buraco
Um nada
Um ato falho de Deus
Uma grande interrogação ambulante
Que vaga, caminha, sente
Uma interrogação nociva, perniciosa
Com figurinhas bonitinhas
Tampando seu álbum da vida
Buscando sentido na existência
Na tênue linha da desistência



 Escrito por RodrigoGrosskopf às 14h45
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UM

Um
Único
Unidade
Um todo indivisível
Que não pode ser dois "meios"
E patologicamente originará um "dois"
Uma unidade íntegra, complexa
Com qualidades berrantes, extravagantes
E detalhes menores, mas não menos importantes
Um aglomerado de sentimentos, emoções
Abastecido de estímulos, sensações
Que mesmo comparado a outro "um"
Pode até ter coisas em comum
Mas outro tal como esse não será
Matemitizar tal algarismo
É montar complexa equação
E, ao fim da conta, então errar

Eu ia postar uma música que estava escrevendo, mas como eu perdi a parte final dela, eu deixo pra depois... eu sei que tou devendo um conto a vocês heheheheheh prometo colocar aqui semana que vem, vai ter valido a espera. Beijão pra minha namorada Carol, completamos quatro meses juntos ontem!!! Te amo demais, meu anjo!!! Abraços a todos os que ainda comentam aqui hehehehehehehehhe



 Escrito por RodrigoGrosskopf às 14h36
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Jornada

Parte I: Acorrentado

Dementadores de almas, eles farejam
Perseguem teu cheiro como cães esfomeados
Prendem tuas mãos, atam os laços
Cobrem-te a boca com panos e farrapos

Lutando, debatendo e chiando
Tento libertar-me das garras
Dos vis tentáculos de ódio
Que os dementadores projetam

Parte II: A Visão Divina

Eis que um anjo me vem
Estende-me as mãos com ternura
Tua face alberga a Beleza
Linda, sublime, magistral

Teu cheiro exala o Amor
Tua voz me entorpece, embriaga
Teus olhos me contam histórias
De lendas perdidas no tempo

Parte III: O Sonho Vive

Recolho-me então em teus braços
O meu pesadelo acabou
O meu calabouço passado
Agora o tempo enterrou

Nem preciso dizer que esse anjo maravilhoso é a minha amada Carol, né??? Meu bem, te amo demais!! Você é a melhor coisa que já aconteceu na minha vida!!! Mil beijos no sue coraçãozinho que eu tanto amo!!! :**********

 Escrito por RodrigoGrosskopf às 10h06
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!!!

Realmente, as coisas começaram a melhorar. Só de desabafar, mesmo no blog, eu já me sentia um pouco aliviado. Ficar com algo te incomodando preso na garganta é uma merda, eu acho que nesse ponto todos vão concordar. Logo que saí da internet, comecei a escrever um conto que eu particularmente achei bem legal, e logo que eu achar um nome foda pra ele, vou começar a postar aqui. É pequeno, são só seis páginas, e tá meio sinistro também... é meio que explicativo sobre umas coisas que eu ainda pretendo escrever. Afinal, tenho aque concordar que momentos de tristeza, raiva ou outras emoções negativas são realmente momentos de inspiração, assim como os de muita felicidade. Quanto ao trabalho, a funcionária mala não veio quinta nem sexta, o que me deixou até feliz, apesar de ter sobrado um pouco mais de trabalho pra mim. E as coisas estão se acertando. Quando eu tiver tempo, vou fuçar a porcaria do Cakewalk. Ontem, eu relembrei de parte da melodia que tinha criado, e resolvi fazer umas mudanças, já que esqueci o resto dela. A leitura, eu ainda vou ter que me voirar. Vou tentar dormir melhor durante a noite para poder ler direto de tarde. Meu nariz continua entupido, mas os chatos do SiNE eu sei que vou ter que aguentar. OK, no futuro eu vou ouvir muita reclamação mesmo hehehhehehehehe é bom que eu vou treinando. O estágio, como eu não posso fazer nada, eu vou ter que esperar... qualquer coisa, eu mudo o esquema do estágio, faço de outro jeito, ainda não me decidi. Talvez eu arrisque fazer em Mendes, se der jeito e se eu conseguir programar um horário legal aqui com o pessoal do SiNE, ainda esotu amadurecendo a idéia. A banda acabou mesmo, mas eu vou dar uma ligada pro Renato hoje pra ver se tem como marcar um ensaio com ele e o Lucas amanhã, talvez. É, no fim das contas tudo começou a se resolver. Ontem, voltando de Vassouras com a Carol (o apartamento dela tá ficando bem true hehehehhehehehe) ainda tivemos umas experiências surrealistas que eu devo alterar "um pouquinho" e montar um novo conto. Obrigado por terem comentado aqui, e pelo apoio que me deram!!! Seus comments estão devidamente respondidos!!! Forte abraço, gente (e beijo na Carol hehehehehe)!!!

 Escrito por RodrigoGrosskopf às 07h47
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...

Merda de ano escroto!!! 2005 mal acabou de chegar e a maioria das coisas dá tudo errado. Espero que não seja assim o ano inteiro, porque senão vai ser foda. Tem alguma porcaria conspirando contra mim, e eu sei que falando assim eu pareço mais aquele pessoal que freqüenta igrejas de fundo de quintal, mas é isso mesmo. Eu não sei o que posso estar fazendo de errado pra que a maioria das coisas não dê certo. Nessa porra de trabalho eu tenho funcionários em quem não confio (política e uma merda, nunca mexam com isso, se puderem); não estou mais conseguindo trabalhar no conto que estou escrevendo, faz mais de uma semana; resolvi compor uma coisa ontem que era pra ficar muito maneira, mas na hora de gravar a porra do Cakewalk não gravou, e eu ainda esqueci parte da merda da melodia; não estou conseguindo mais tempo pra ler porra nenhuma também, e eu já tinha programado pouca coisa de leitura nas férias; toda hora vem um chato aqui no SiNE reclamar que não tem experiência ou não tem escolaridade, ou outro pede pra usar telefone, banheiro, etc; acordo com o nariz entupido e a merda da garganta arranhando, pra animar o meu dia; fui resolver meu estágio pra saber se posso fazer nas férias mesmo, e tem um monte de merdinha pra eu poder fazer do jeito que eu quero, e lá em Mendes, que o esquema é ideal, eu não posso ir por causa do tempo, grana pra passagem, etc; a banda que eu estava montando começou a me estressar, então eu acabei com essa merda antes que ela acabasse comigo; eu estou um pouquinho (e sendo sarcástico) desanimado com música. Aff... Pra variar, desabafando num blog fantasma, abandonado às traças, mas pelo menos tenho certeza de que as pessoas que entram aqui são gente com quem posso contar, e suas palavras valem mais que ouro pra mim.


 Escrito por RodrigoGrosskopf às 07h41
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Eu não abandonei o blog!!!

Não, eu não abandonei o meu blog. Ao contrário, estou montando planos para ele. Por isso, talvez, eu tenha ficado um pouco afastado dele, mas garanto que vai ter valido a pena. Estou escrevendo um conto um tanto grande, como falei a muitos de meus amigos, com a ajuda da Carol em algumas idéias e correção de texto. É por isso que não estou postando, pois o texto, que está entrando na sua fase final, já está com dezenove páginas, nesse momento. Quero agradecer aos comentários no blog, e prometo que, assim que tiver mais material, voltarei a postar!!! Um ótimo ano novo a todos, e muitas felicidades!!!

 Escrito por RodrigoGrosskopf às 11h08
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Dois meses...

Olá, meus amigos!!! Pelo que percebi, os textos do meu blog andaram espantando o pessoal hehehehehhehehehehe não os culpo, eu gosto de escrever muito, e hoje em dia nem todo mundo tem paciência para ler muito. Mas é bom saber que ainda temos pessoas que lêem, e agradeço aos que têm aqui comentado. Entre esas pessoas, uma delas é especial demais na minha vida, e eu nem preciso dizer quem é, né??? Hoje estamos completando dois meses de namoro... tão pouco tempo, mas que passou tão rápido. E, mesmo sendo pouco tempo, tenho a impressão de que conheço a Carol há muitos anos, tamanha a afinidade que temos.

Carol, obrigado por participar da minha realidade, por me fazer o cara mais feliz desse mundo, e por ter esse jeitinho meigo, teimoso e engraçado que eu tanto amo!!! Não me restam dúvidas de que esses dois meses que se passaram foram os primeiros de muitos que ainda estão por vir, e de que eu quero estar sempre ao seu lado!!! Você me completa, e eu vou sempre me esforçar para que você se sinta muito bem ao meu lado!!! Te amo muitíssimo!!! Um super beijo no seu coração!!!



Eu adoro essa foto... dá quase pra ver os pequenos raios de energia que estão correndo pelos nossos corpos, no momento... hehehehehehheehheheheh ;)

 Escrito por RodrigoGrosskopf às 12h35
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Sans Ludor e a Musa da Noite - Parte IV

                        "No dia seguinte, Sans Ludor acordou pela manhã, à beira do lago, deitado sobre a grama. Onde se encontrava, a mesma parecia estar mais fofa, mais densa e mais alta, como se propositalmente feito para servir-lhe de leito. Inclinou-se levemente, ainda meio atordoado e perdido em seus pensamentos. Olhava para os lados, era dia. Mira havia ido embora, ou teria sido somente uma imaginação, um sonho, um delírio seu? Pelo que tudo indicava, ela o havia abandonado no local. E foi levantando-se devagar o nobre Sans Ludor, e olhando em direção à colina. Haveria de atravessar novamente para a estalagem, e não sabia se contava aos amigos, se eles o entenderiam. Quando colocou a mão na cintura, não encontrou sua flauta, seu precioso instrumento, que por tanto tempo o acompanhara. Foi então que se preocupou, e começou a procurá-la.

                        Olhou em todo canto, perto de onde estava, e encontrou, na beira do lago, um instrumento aparentemente comprido e fino, revestido por um pano, encharcado. Aproximou-se vagarosamente, e resolveu então ver o que era. Ao chegar mais perto, pôde notar que se tratava de sua flauta, embrulhada em um pedaço do manto negro que revestia o corpo de Mira. Era sua maior recordação da deusa, além de ser uma prova de que tudo fora real – ou de que ainda se encontrava em estado onírico. Tudo lhe parecia mais belo agora. As flores e seu perfume, assim como as borboletas a voarem pelos campos próximos, e o canto dos pássaros. Sans Ludor se encontrava em estado de paz interior, novamente.

                       

            Para novamente expressar sua felicidade, pôs-se a tocar novamente a melodia tema de sua pequena obra, composta para sua Musa divina e inspiradora. E foi aí que sentiu algo de diferente. Sentiu que o som de sua flauta estava mudado. Que estava mais doce, mais suave, mas não menos belo. Do instrumento, emanavam notas com tal beleza que tocavam cada vez mais fundo os corações daqueles que viriam a ouvi-la, e o músico sabia que era tudo graças à deusa. Sua voz havia, de certa forma, se incorporado ao som de sua flauta, talvez como uma forma de mostrar gratidão pelo tema composto. Sans Ludor estava ainda mais feliz agora. E começou a tocar a flauta, para que todos os que quisessem ouvir, pudessem fazê-lo, numa alegria infindável, e muitos animais pararam para prestar atenção em sua música. ‘Ela gostou da música, gostou do que fiz em sua homenagem’, pensou o nobre bardo. E foi assim que voltou à estalagem, tocando, dançando, com a flauta em mãos. Dizem que nunca mais encontrara a sua Musa da Noite. Mas os contadores de histórias mais antigos afirmam que ele hoje é menestrel em um palácio prateado, da cor da Lua, em um plano além dos conhecimentos da razão humana, onde vive e toca com sua amada, a Musa Mira, Senhora das Noites e dos Desejos Noturnos”.



 Escrito por RodrigoGrosskopf às 22h43
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Sans Ludor e a Musa da Noite - Parte III

                       "‘E lá estava ela, e lá estava eu, e lá estávamos nós. Não parou de cantar, apesar de também não ter sentido minha presença. Foi então que, no mesmo êxtase incontido, peguei minha flauta, e comecei a entoar uma melodia em contraponto à sua, e ela não parecia perceber-me. Toquei mais alto, e nada parecia acontecer; e isso me entristecia, pois minha música era em louvor ao esplendor de sua beleza feérica. Foi então que toquei mais alto, e fiz com que Mira me ouvisse. Olhando para mim, continuara a cantar, fazendo o dueto com minha flauta. Mais do que eu, porém, ela podia oferecer palavras, frases, poesias, enquanto eu só podia dar-lhe notas musicais. Fiz daquela a mais bela música que já toquei, e ainda hoje toco sua melodia principal, e faço dela muitas vezes um lamento, pois não posso tê-la novamente junto a mim. Os segundos passavam rápido demais, e eu não podia acreditar no que acontecera no momento. Mira então fechou a canção, de modo suave, mesmo assim fazendo parecer que duraria para sempre, e olhou para mim.

                        Juro que senti muito prazer e orgulho no momento. Prazer, pois gostava de tocar; orgulho, pela companhia que tive para fazê-lo. Mira olhava para mim, e eu fui me aproximando devagar. Ainda estava longe, porém, e comecei a entrar no lago devagar, sempre caminhando em sua direção. Fez como se eu não estivesse presente, e continuou a tomar seu banho, deixando a água escorrer por seus braços, e ainda assim também esfregando-os. Quando cheguei perto, sentia como se estivesse fora do meu corpo, e comecei a sentir certa tonteira. Desmaiei, e caí nos braços da deusa. A última coisa de que me lembro foi de seu abraço, que num dia frio como aquele foi de um intenso calor, e me ferveu o sangue e aqueceu o corpo todo’."



 Escrito por RodrigoGrosskopf às 23h14
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Sans Ludor e a Musa da Noite - Parte II

                        "Porém, algo inesperado acontecera, ou estava para acontecer. Quando chegara quase ao topo da colina, pôde ouvir uma voz que cantava algo. Não era um lamento, mas sim uma bela melodia, em uma língua há muito esquecida por todos os povos, e que mesmo sem se poder entender o que diz, tem-se toda a sensação de paz que se poderia transmitir apenas pelo modo como as palavras soam aos ouvidos. Sua voz era de uma suavidade e doçura incríveis, tal que chegava aos ouvidos de um modo similar ao gosto da calda do pêssego no momento em que toca a língua, bem leve. Sans Ludor parecia ter perdido o controle, e toda sua calma foi convertida em desespero. Não era um desespero, porém, que pudesse fazer-lhe mal. Era, sim, desespero para encontrar quem era a dona daquela bela voz, que sabia tão bem articular as palavras e as melodias, pois estava apaixonado por sua voz. Correu então para cima da colina, tropeçando e caindo umas poucas vezes, mas mesmo assim não se deteve. Chegou ao topo, e pôde contemplar a cena mais bela que jamais veria: a musa Mira, que estava a banhar-se no lago de Norennar.

                        Não acreditava, porém, em seus olhos, achando que fosse uma visão ou alguma produção de sua mente, sua tão atormentada mente que estava a projetar a imagem da musa. Era tudo belo demais para que pudesse ser verdade. A Lua, essa estava grande e brilhava de modo intenso, ofuscante no céu por todo o seu esplendor, e fazia desnecessárias todas as estrelas ao seu redor, como se fosse brilhar pela última vez, para a seguir se apagar e tornar-se apenas uma marca na mente dos seres viventes. Abaixo dela, a imensidão do Norennar, e suas calmas, profundas e escuras águas transmitiam uma idéia de paz, sem falar da beleza de ver o imenso lago no horizonte, como se fosse apenas uma continuação do céu. E em uma de suas beiras estava ela, a Musa das Musas, Senhora da Noite: a musa Mira. Estava ela, ajoelhada na margem do lago, com suas vestes negras de detalhes prateados, a banhar-se nas límpidas e cristalinas águas do Norennar. Seu longo manto, negro como a noite, mas com detalhes cintilantes, estava a flutuar na água, mas ainda assim cobrindo seu esbelto corpo, enquanto a divina criatura pegava água com uma concha enorme, de forma semelhante a uma enorme taça, e derramava, deixando que escorresse por seu rosto e seus cabelos. Não parava de cantar por um momento que fosse, e entoava e cadenciava as notas de modo tão natural que nenhum ser mortal poderia escapar do encanto de sua música. Ficou então Sans Ludor perplexo ao presenciar tão rara e bela cena. A musa de joelhos na água, com sua concha em mãos, era algo lindo de se ver. Seus negros e longos cabelos estavam encharcados, e desciam ao encontro das águas do lago, nas quais ainda se punham a flutuar, e talvez por causa delas se mostrassem de um tom escuro e sinistro, mas mesmo assim ainda belo, mais forte do que nunca estivera antes. Seus olhos, esses sim eram olhos de uma deusa. Duas negras pérolas no intenso branco, branco esse que muito se assemelhava à neve. De tamanha beleza, poderiam deixar os homens em um estado de transe irreversível, pois olhar dentro de seus olhos é arriscar-se em um jogo de paixão e domínio, e indomável é a Musa da Noite e os seus desejos. Sua pele, essa ainda era mais macia que o algodão, mais suave que a seda, e seu perfume – natural da deusa, que havia tomado todo o ambiente – era algo indescritível; remetia-o a dias dourados, quando passeava pelos belos campos de Mara-Tou, compondo belas canções para louvar aos senhores da forja. Era um perfume intenso, que penetrava fundo, e agia na mente, embriagando e fazendo desejar mais e mais, e se deixando cada vez mais dominar pelo poder da divindade, como uma presa que desiste de lutar no último momento, e pensa ou até sabe que estará melhor como seu caçador o desejar que esteja. Seus lábios faziam movimentos vagarosos, modelando-se da maneira que a musa precisasse para articular sua bela voz, e eu podia sentir sua doçura somente pelo olhar."



 Escrito por RodrigoGrosskopf às 14h24
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Sans Ludor e a Musa da Noite - Parte I

Sans Ludor e a Musa da Noite

 

            Este é o texto que descreve o encontro de Sans Ludor com a musa Mira, que se banhava em um lago durante uma noite de Inverno. Desse encontro, Sans Ludor mais tarde escreveu um poema, relatando suas memórias do ocorrido.

 

                        “Era uma noite fria, de Inverno. Sans Ludor, inquieto e impossibilitado de dormir, resolvera caminhar para distrair-se, e tentar encontrar novamente o sono perdido. Estava muito frio, mas o céu estava limpo, com muito poucas nuvens, e diversas estrelas – filhas da majestosa mãe Lua – estavam se exibindo para ele. Era fascinante olhar para aquela escuridão intensa, que parecia querer engoli-lo e nunca mais soltá-lo, e ver todos os pequenos pontos brilhantes, muitas vezes formando desenhos de forma majestosa, constelações que na verdade são uma verdadeira obra de arte divina. Mas a rainha da noite, a Lua, não estava à vista. Estava, sim, escondida atrás de uma colina, como se envergonhada pela presença do rapaz. Não ventava muito, mas mesmo assim a temperatura era bastante baixa, de modo que uma bela fogueira e um círculo de amigos para conversar, cantar e recitar em honra dos grandes nomes de ontem, hoje e amanhã seria algo ideal para o momento. Mas o jovem elfo estava buscando algo mais relaxante, e não um monte de honrarias feitas a ilustráveis figuras de seu mundo; queria caminhar, aproveitar o cheiro das flores que estava no ar, as melodias dos pequenos animais noturnos, e até ouvir os sinistros sons das corujas, belas aves da escuridão. Andando pela grama rala e rasteira, resolveu que gostaria de olhar para a Lua mais uma vez, e até talvez tocar um pouco em sua homenagem. Pois Ludor exibe grande habilidade com as flautas, e delas tira melodias e sons que tocam até o coração dos seres de pedra da floresta de Lambellon, e faz com que eles dancem por tanto tempo quanto o instrumento estiver sendo tocado pelo jovem bardo. Foi então subindo a colina, que não era muito alta, mas demasiado íngreme em algum ponto, e prestava atenção para não cair em buracos, se é que havia algum. Queria mesmo era chegar ao topo, e poder tocar toda sua paixão pela Lua, essa dama prateada, mãe de todas as estrelas e criadora de todas as constelações, que brilha incessantemente para proteger os homens e as demais criaturas na Terra dos perigos sinistros e diabólicos das trevas e da escuridão. Em seu rosto, um sorriso podia ser visto de longe, como quem se maravilha em ver o oceano ou o pôr-do-sol pela primeira vez. Parecia que todo o frio que fazia não era forte o suficiente para fazer com que o rapaz pensasse em retornar para a estalagem. Além disso, estava bem longe, e só voltaria depois de satisfeito com sua saída."



 Escrito por RodrigoGrosskopf às 13h45
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Comemorações!!!

Ah... nada melhor do que esse espaço pessoal que eu criei para postar coisas intrínsecas de meu ser mais interior, e compartilhar com todos aqueles que aqui têm comentado... e hoje é um dia particularmente muitíssimo especial, pois estou comemorando um mês de namoro com a Carol, uma pessoa maravilhosa que entrou na minha vida de uma maneira rápida, assim como eu na dela, e em tçao pouco tempo, conseguimos adquirir fortes sentimentos de afeto, confiança, amor, entre outros, com uma intensidade nunca antes ocorrida com nenhum de nós!!!

Carol, eu quero que você saiba (mais uma vez) o quanto você é especial para mim, e o quanto eu te amo, por você ser a pessoa linda, maravilhosa, inteligente, sincera, meiga e carinhosa de um jeitinho que só você sabe ser, além de um milhãode outras qualidades que não há blog no mundo para suportar tamanho material... Te amo demais!!! Obrigado por fazer parte dos meus sonhos!!! E feliz aniversário para nós!!!

Epifania da Deusa

 

Forma vernácula do Belo

Receptáculo da divindade

Status Quo do Amor

 

Dama que inflama minh’alma

Teu toque conforta, acalma

Teus olhos albergam esplendor

 

Entona suave acalanto

Que eu, “deleitoso”, me encanto

Logrando os enlevos da alma

 

E tu, na liteira da Deusa

Cingida por rosas vermelhas...

Tenciono o futuro com calma

 

De dar-te meu Eros latente

E ter o seu Eros portento

Eternamente coadunados

 

 

Eu e minha linda... foto tirada pelo nosso amigão Pablo!!! Valeu Pablo!!! Valeu mesmo!!! ;)



 Escrito por RodrigoGrosskopf às 13h29
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Olhares

 

O Universo. Diversas galáxias, “infinitrilhões” de estrelas, um real infinito de poeira cósmica e energias diversas. Assim é o universo.

Via Láctea. Centenas e centenas de estrelas, os planetas dispostos como titãs a guardar Hélio, seu Senhor supremo.

O planeta Terra. Milhões e milhões de pessoas, e o mais interessante: nenhuma delas é igual à outra. Incrível como não encontramos, mesmo em consonância com nossos semelhantes, alguém exatamente igual a nós. E olha que existem tantas pessoas.

Sentado estou, no centro da cidade, refletindo sobre isso. À minha frente, passam os carros, ônibus, bicicletas, motos, alguns poucos caminhões. Correria, pessoas indo e vindo, algumas bem arrumadas, bonitas; outras mais esfarrapadas, sem falar dos mais excêntricos. E eu aqui, com meus livros, esperando a hora de adentrar no prédio para estudar lingüística, num calor intenso, olhando para as pessoas. As pessoas falam tanto em seus olhares...

Algumas parecem tão distraídas, enquanto outras, tão atentas a tudo. Noto as necessidades de afeto por parte de algumas delas, muitas delas se vestem bem e possuem um celular de marca. Que acontece afinal? Será que dão tanto valor às coisas materiais que acabam por esquecer do lado afetivo, emocional, do apego com seus familiares, seus amigos, e com um companheiro, ou companheira? São pessoas estranhas, por vezes...

Outras olham para todos desconfiadas, como se estivessem em meio a uma sociedade de bandidos, traficantes e assassinos, ou até mesmo loucos de manicômio. São, em sua maioria, pessoas que perderam a fé em um mundo sem violência, creio eu. Pessoas que, nos dias atuais, se deixam levar pelos noticiários repletos de sensacionalismo, que acabam por distorcer os fatos ocorridos. Seres que já não pensam mais em prevenir os riscos à sociedade, mas somente em arrumar uma defesa contra eles.

Há ainda os monólitos. Oh, sim, são esplêndidos! Enormes monólitos de terno e gravata, com cara fechada e expressão rude, nunca sorriem. Isolaram-se de tudo o que lhes podia ser nocivo, construíram uma parede de aço em volta de si mesmos, e dessa forma não precisam sofrer por perdas e danos emocionais. Chegam a ser alexitímicos, se questionados sobre seu interior.

Mas há ainda um tipo de olhar que muito me chama a atenção: as pessoas felizes! São raras hoje em dia, mas uma coisa é certa: elas existem! Lembro-me de poucas pessoas com um semblante de felicidade, de alegria no rosto. Elas, porém, andam sempre elegantes, mesmo que estejam vestindo jeans e uma camisa branca da Hering. Acho que é seu sorriso, sua energia positiva, seu otimismo que acaba por contagiar o ar à sua volta. Sua visão, porém, é tão rara como alguns animais em extinção, e infelizmente o mundo passa longe de realizar uma “campanha” a favor dos felizes!

Bem, acho que estou viajando muito nos conceitos, e minha aula começa em cerca de cinco minutos. Não vejo nada melhor para fazer do que levantar, e começar a andar até o prédio. No caminho, quem sabe, não encontro uma pessoa triste, que precisa muito de um sorriso? É uma possibilidade...



 Escrito por RodrigoGrosskopf às 23h43
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Pensamentos

Eles andam
É noite, mas eles andam
Ponderam, decifram, se enganam

Cunham termos e expressões
Para explicar e entender
Vegetam nas pedras do saber

Correm, voam, somem, morrem
Por outras vezes, entretanto
De repente reaparecem

Carregam-se de afetos
Conferindo às lembranças
Tantos medos, amores e ânsias

Tão travessos, tão inócuos
Outros atrozes e perigosos
Abstratos, sinuosos

Apagando-se nas águas
Para logo ressurgirem
Do lago escuro do sono



 Escrito por RodrigoGrosskopf às 13h14
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Inaugurando!!!

Ah... o nascimento de um novo blog... diferente do meu outro blog, metalprog, este se dedica à expressão de minhas idéias, à minha projeção no exterior dos conteúdos que vagueiam os meus castelos mentais, e começam a se libertar das paredes rochosas de suas frias moradas. Eles querem ser ouvidos, anseiam por liberdade, desejar ser livres e lidos, comentados, discutidos, amados ou desprezados... e para isso lhes criei esse espaço, esse campo onde haverão de se encontrar pelos próximos tempos... a todos os que comentam também no Metalprog, espero que gostem também deste blog. Aos que ainda não conhecem meus escritos, sejam bem vindos, e espero agradá-los. Se não puder, entretanto, ser palatável a vocês, minhas sinceras desculpas.

Devo ainda agradecer a todo o apoio que recebi, especialmente de uma pessoa, Carol... você sabe o quanto você é especial na minha vida, e o quão crucial é sua presença tanto para minha produção subjetiva como para o nascimento e vida útil desse blog... te amo demais!!! Beijão!!!

E um forte abraço a todos os que por aqui passarem!!!

 Escrito por RodrigoGrosskopf às 12h20
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